Sem categoria

ESTUDANTE APROVADA NA UFG RECORRE A JUSTIÇA

 

Jovem entra com mandado de segurança na justiça Federal contra instituição de ensino.

BÁRBARA ZANATTA*

Estudante aprovada em terceira chamada para odontologia na Universidade Federal de Goiás (UFG) por meio do sistema de cotas, Aline Fernandes Vieira, de 21 anos, foi barrada pela comissão da universidade que não a considerou parda, mas morena. A moça discordou da decisão e recorreu à justiça Federal, alegando que nunca se considerou branca e que seus documentos e fotografias de família comprovam a sua ascendência negra.

Aline que chegou a recorrer da decisão da Comissão de Verificação de Autodeclararão da UFG, passando por uma segunda análise, mas mesmo assim teve a inscrição do curso não concedida.

Segundo Aline Fernandes Vieira “A comissão não me fala nada. Me analisam, por cerca de um minuto e o resultado só sai depois. […] [Contei que] me descobri assim [parda] no meu meio social. Na escola, percebi que existia uma diferença entre mim e as outras criança brancas, até vivi situações de bullying. Na família era chamada de moreninha e pretinha com naturalidade. Cresci tendo consciência que eu sou parda e não branca”, afirmou a jovem.

A jovem entrou com um mandado de segurança na Justiça Federal, alegando que foi rejeitada após ser avaliada por pessoas que apenas questionaram se ela já tinha sido discriminada em razão de sua cor. No pedido, seu advogado alegou que a comissão não analisou os documentos e fotografias de sua família e que a interpretação que considera apenas aparência física depende da subjetividade do avaliador. E também, ressaltou que desde 2006 ela faz um tratamento de pele que exige restrição de tomar sol.

Segundo o Analista de Comunicação do Ministério Público Federal ALEX ORLANDO DA SILVA, houve um parecer que divulgado da procuradora. A comissão da instituição(UfG) recusou a aluna por ser branca. E o juiz que tratava do caso negou a liminar, e o ministério público concordou com a comissão da faculdade.

Para o reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG), Edward Madureira Brasil cada universidade exerce a sua autonomia, encontrando o seu número e o seu modelo de cotas. ’’ Cada universidade costuma vir um molde cuja aplicação poderá ser complicada por razões diversas, do ponto de vista econômico e estudantil’’, argumenta Madureira. Atualmente, a UFG oferece nos processos seletivos seis mil vagas por ano. A grande maioria dessas vagas é ofertada no vestibular do início de ano.

As demais, cerca de 500, são oferecidas no processo seletivo de meio de ano. Ao todo, 80% das seis mil vagas são do vestibular tradicional e 20% do Sistema de Seleção Unificada (Sisu).

 

Anúncios

Um comentário em “ESTUDANTE APROVADA NA UFG RECORRE A JUSTIÇA”

  1. Boa noite, sou estudante do IFBA, campus Camaçari e estou fazendo uma pesquisa e recolhendo dados sobre julgamentos de cotas raciais no sistema judiciário. Gostaria de obter maiores informações sobre esse relato. Atenciosamente, Eduarda

    Curtido por 1 pessoa

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s